segunda-feira, 22 de março de 2010

Painel 22/03

CENÁRIO SEMANAL: MERCADO MONITORA ATA, INFLAÇÃO E DADOS NOS EUA

Josué Leonel, jornalista

São Paulo, 22 - Depois de o Copom ter mantido a Selic estável, nesta semana o ponto alto é a ata da reunião. Com ela, o mercado balizará a aposta majoritária na alta dos juros em abril. Combinada aos indicadores de inflação, como o IPCA-15, e à taxa de desemprego, a ata também influenciará as expectativas para o aperto monetário esperado para todo o ano. Nos EUA, onde a aprovação da reforma da Saúde do presidente Barack Obama pode afetar as empresas do setor, a agenda destaca dados de imóveis, as encomendas de bens duráveis e o resultado final do PIB do quarto trimestre de 2009. A situação da Grécia e a alta dos juros na Índia são fatores de volatilidade herdados da semana passada.

Nesta segunda-feira, a bolsa poderá reagir ao balanço da Petrobras, divulgado na sexta-feira após o fechamento. O resultado anual ficou um pouco acima das expectativas. A Petrobras apresentou lucro líquido de R$ 8,129 bilhões no quarto trimestre de 2009, alta de 31,34% sobre o mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o lucro líquido ficou em R$ 28,982 bilhões, queda de 12,1% sobre 2008.

A maior curiosidade do mercado brasileiro em relação à ata do Copom, que sai na quinta-feira, será avaliar os argumentos dos três diretores que votaram por uma alta de 0,50 ponto porcentual da Selic. Embora os cinco diretores que votaram pela manutenção da taxa tenham imposto suas posições, alguns analistas esperam que o documento tenha um tom duro, advertindo que qualquer maior ameaça de alta da inflação terá resposta da política monetária.

A ata divide a atenção dos analistas com uma agenda importante de divulgações que começa hoje com a pesquisa Focus. Após o Copom, as projeções para a Selic, inflação e PIB devem ser monitoradas. Os próximos dados de inflação também serão escrutinados com maior atenção em busca de sinais de refluxo ou continuidade da pressão do início do ano. O principal deles é o IPCA-15 de março, que sai nesta terça-feira. Em fevereiro, o índice alcançou 0,94%. Outros índices de preço esperados para a semana são a segunda prévia de março do IGP-M (hoje, com previsão de 0,95%, segundo o AE Projeções) e as terceiras quadrissemanas do IPC-S (amanhã) e IPC-fipe (quinta-feira).

Esta segunda-feira ainda será forte em dados das contas externas, com as divulgações do déficit em transações correntes e Investimento Estrangeiro Direto (IED) de fevereiro. As estimativas apuradas pelo AE Projeções apontam déficit de US$ 1,8 bilhão a US$ 3 bilhões (ante US$ 3,4 bi em janeiro) e IED de US$ 2 bilhões a US$ 2,9
bilhões (ante US$ 789 mi em janeiro). Também hoje sai o resultado da balança comercial na segunda semana de março. Na primeira, o superávit foi de US$ 82 milhões. No mesmo dia da ata, quinta-feira, o IBGE divulgará a taxa de desemprego de fevereiro. Em janeiro, o índice fechou em 7,20%. Diante do aquecimento do consumo e da redução da ociosidade da economia, torna-se mais relevante acompanhar não apenas a taxa de desemprego como os indicadores de salário e massa salarial.

Nos EUA, o ainda cambaleante setor de moradia será um dos destaques da semana, ao lado do dado de encomendas de bens duráveis. Amanhã, saem as vendas de imóveis residenciais usados (NAR) de fevereiro, que deve apresentar queda de 2%, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Na quarta-feira, saem vendas de imóveis residenciais novos, também de fevereiro (previsão de alta de 1,3%).

Também na quarta-feira, saem as encomendas de bens duráveis de fevereiro (previsão de alta de 0,7%), enquanto na quinta-feira serão divulgados os pedidos de auxílio-desemprego da semana até 20 de março (previsão de -4 mil). Na sexta-feira, sai o dado final do PIB final do 4º trimestre, que deve ficar em +5,8%, sem mostrar alteração substancial ante a segunda revisão (+5,9%). No mesmo dia, sai o índice final de sentimento do consumidor de março da Universidade de Michigan (previsão de 73).

A agenda de eventos relevantes na Europa na semana tem entre os destaques o encontro de cúpula dos líderes da União Europeia e o encontro de política monetária do banco central da Noruega. O encontro dos líderes da UE, na quinta-feira, pode discutir a crise da Grécia, embora a chanceler alemã, Angela Merkel, tenha descartado a discussão deste assunto.

Entre os indicadores europeus está a pesquisa de sentimento econômico do instituto alemão Ifo, que deverá apontar uma perspectiva mais forte para a recuperação econômica global na próxima semana, depois do primeiro declínio em 11 meses registrado em fevereiro. A agenda de indicadores também trará os dados preliminares de atividade industrial e do setor de serviços da Alemanha, França e zona do euro. No Reino Unido, destaque para o relatório do orçamento do governo Trabalhista, inflação ao consumidor e de vendas no varejo.

Na Ásia, o Japão divulga vários indicadores econômicos, entre eles as vendas de supermercados, o índice de preços dos serviços corporativos e o índice de preços ao consumidor. Também estão programadas a divulgação da ata da reunião de política monetária do banco central do Japão e o encontro de política monetária do banco central de Taiwan.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Painel 17/03

VEJA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO DO COPOM.




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terça-feira, 16 de março de 2010

Painel 16/03

PETROBRAS FAZ DESCOBERTA NA BACIA DE SERGIPE, ÁREA DE PIRANEMA

São Paulo, 16 - A Petrobras anunciou a descoberta de óleo leve na área de Piranema, na Bacia de Sergipe. Conforme comunicado da companhia divulgado há pouco, o volume de óleo economicamente recuperável é estimado em 15 milhões de barris.

A descoberta do óleo leve, de 44 graus API, ocorreu em reservatórios areníticos do pós-sal, a 2.693 metros de profundidade, após conclusão da perfuração do poço exploratório 3-PRM-12-SES. O poço fica no extremo norte da área de concessão de produção de Piranema, a 28 km do litoral de Sergipe, em lâmina d'água de 800 metros.

A Petrobras afirma estudar a possibilidade de interligar o poço à plataforma de produção que já opera em Piranema, aproveitando assim a infraestrutura de produção e escoamento instalada na área. "A descoberta será objeto de avaliações adicionais para melhor entendimento do reservatório e perfuração de um segundo poço produtor", segundo a nota. (Equipe AE)

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MPX IDENTIFICA POTENCIAL DE 1,74 BILHÃO DE T DE CARVÃO NA COLÔMBIA

São Paulo, 16 - A MPX Energia, empresa do grupo do empresário Eike Batista, anuncia a identificação de 1,74 bilhão de toneladas de recursos potenciais de carvão na Colômbia. O plano de negócio da subsidiária MPX Colombia, a ser apresentado hoje à tarde, inclui implantação de um porto próprio para o desenvolvimento de um sistema integrado com capacidade de produção de 20 milhões de toneladas por ano, com a expansão da exploração para novas áreas. Com os recursos já identificados, a produção pode alcançar 15 milhões de toneladas anuais, com previsão de início em 2012.

De acordo com fato relevante, o sistema contará com três minas a céu aberto, em Cañaverales, Papayal e San Benito, além de mineração subterrânea em San Juan - esta com potencial de 1,6 bilhão de toneladas de carvão. Os trabalhos de sondagem realizados até fevereiro perfizeram 90 mil metros perfurados, nas quatro áreas atualmente em exploração. As concessões da MPX somam 66.225 hectares, ao longo de 25 km da Formação Cerrejón.

A cerca de 150 quilômetros dessas minas será construído porto próprio, em área de 521 hectares, a entrar em operação ao final de 2013. Antes disso, explica o comunicado da MPX, a empresa negocia a utilização de portos existentes, em Santa Marta ou Ciénaga, para escoar a produção, que irá suprir unidades no Brasil e no Chile. Essa integração regional, explica a companhia no fato relevante, assegura "a monetização de sua produção, permitindo a captura de ganhos de escala e elevando significativamente o retorno de suas operações".

A logística prevê ainda transporte rodoviário, em 2015, para até 7 milhões de toneladas por ano, e a partir de 2016 a companhia conta com a entrada em operação de ferrovia dedicada, para o atingimento da capacidade máxima planejada (20 milhões de toneladas anuais).

A obtenção das licenças ambientais, concessões e servidões ou desapropriações necessárias fazem parte do plano de negócios.

Ainda conforme a MPX, a John T. Boyd Company neste mês de março certificou, segundo normas canadenses (NI 43-101), 144 milhões de toneladas de reservas e recursos, com potencial para mineração a céu aberto.(Equipe)

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CLIMA POSITIVO DOMINA EXTERIOR ANTES DA DECISÃO DO FED SOBRE JUROS

Londres, 16 - Um clima positivo predomina nos mercados internacionais nesta manhã, enquanto os investidores aguardam o resultado da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve. Além disso, diminuíram os temores de mais medidas de aperto na política monetária da China e as preocupações com a Grécia.

Ontem os ministros de Finanças da União Europeia chegaram a um acordo a respeito dos termos sob os quais poderão oferecer um pacote multibilionário de resgate para a Grécia, já que o país com problemas de dívida apresenta riscos para o euro. No entanto, as autoridades forneceram poucos detalhes sobre o plano, que será colocado em prática somente se auditores europeus acharem que o governo grego não está conseguindo controlar suas finanças.

De olho nos EUA, os investidores estão ansiosos por alguma indicação do Fed sobre a direção da sua política monetária nos próximos meses. Ultimamente, o banco central norte-americano tem sido de certo modo mais agressivo (hawkish) do que outros bancos centrais, dando a muitos a impressão de que acredita que a recuperação da economia dos EUA está mais perto do que o pensado anteriormente, observou James Hughes, analista do CMC Markets.

O Fomc tem mantido sua meta para a taxa dos Fed Funds entre zero e 0,25% - seu menor nível histórico - desde dezembro de 2008, mas, recentemente, alguns membros do comitê declararam que o banco central deve remover do comunicado a linguagem frequentemente usada para reafirmar seu compromisso de que manterá o juro muito baixo por um "período prolongado".

Portanto, a reunião de hoje pode dar mais algum sinal sobre o pensamento de Ben Bernanke e sobre o próximo passo da sua estratégia de saída dos estímulos. "Com certeza, as expectativas são de que as taxas de juro sejam mantidas neste mês, mas qualquer indicação de um movimento nas taxas antes do fim do ano pode causar surpresa, o que deve impulsionar o dólar", disse Hughes.

Enquanto a decisão do Fed não vem, os investidores digerem indicadores econômicos divulgados na Europa. O índice Zew de sentimento econômico da Alemanha caiu de 45,1 em fevereiro para 44,5 em março, mas ficou acima das expectativas de 43,0. E o índice de preços ao consumidor (CPI) na zona do euro ficou em linha com as estimativas, com alta de 0,3% em fevereiro ante janeiro e de 0,9% ante fevereiro do ano passado.

No mercado de câmbio europeu, esse cenário positivo sustenta o euro. "Os investidores estão recuperando a energia e deixando o dólar. Isso ajuda a sustentar o cobre e os metais preciosos e dá às mineradoras um impulso", afirmou David Morrison, estrategista do GFT.

Às 8h35 (de Brasília), o índice FT-100 de Londres subia 0,49%, o CAC-40 de Paris avançava 0,85% e o DAX de Frankfurt ganhava 0,76%. O euro operava em alta a US$ 1,3716, de US$ 1,3670 no fim da tarde de ontem, enquanto o dólar subia para 90,68 ienes, de 90,48 ienes ontem.

Entre as commodities, os contratos de petróleo para abril negociados na Nymex eletrônica tinham ganho de 0,56% para US$ 80,25 por barril, e o cobre para maio subia 1,03%, para US$ 1,3490 por libra-peso. As informações são da Dow Jones.(Danielle Chaves)

segunda-feira, 15 de março de 2010

sexta-feira, 12 de março de 2010

Painel 12/03

ABERTURA:MERCADO TEM VIÉS POSITIVO À ESPERA DE BÚSSOLA DE DADOS/EUA

São Paulo, 12 - A agenda econômica dos EUA ganha força nesta sexta-feira e deve definir a tendência dos negócios para o dia que, por enquanto, mostra viés positivo.
Informações adicionais sobre a atitude do consumidor norte-americano e seus hábitos de compras podem acrescentar novos sinais sobre o ritmo da retomada econômica no país. Os dados, porém, também devem refletir o impacto das nevascas do mês passado no comércio, assim como aconteceu no emprego. Ontem, os números da China abalaram a força da recuperação econômica global, diante do temor de que Pequim freie o crescimento, por causa das pressões inflacionárias. Hoje, o dólar bateu o menor nível de 2010 ante o yuan, durante as negociações asiáticas, com os investidores receosos de que, ao término do Congresso Nacional do Povo, no domingo, medidas adicionais de política econômica sejam anunciadas. Na Índia, a produção industrial mostrou crescimento forte (16,7% jan/jan2009), mas inferior ao previsto por analistas. Mesmo assim, o dado elevou a possibilidade de alta nos juros do país. As euromoedas mantêm o fôlego de alta e sustentam-se acima de marcas psicológicas importantes, com a crise fiscal na Grécia ficando de lado, à espera de novos desdobramentos. A alta recorde de 1,7% da produção industrial na zona do euro em janeiro, ante dezembro, embala os ganhos das bolsas europeias. O petróleo também segue acima de US$ 82,00 por barril e as Bolsas de Nova York buscam renovar as máximas do ano.

Vendas no varejo e sentimento do consumidor são destaques nos EUA; no Brasil, agenda fraca - A agenda econômica dos EUA tem como destaque as vendas no varejo dos EUA em fevereiro, às 10h30. A previsão é de queda de 0,4%, pois, assim como aconteceu com o payroll do mês passado, as varejistas também devem refletir nas vendas o impacto das nevascas que atingiram a Costa Leste do país. Às 11h55, a Universidade de Michigan divulga a leitura preliminar de março do índice de sentimento do consumidor e, pouco depois, às 12 horas, é a vez dos estoques das empresas em janeiro. Aqui, a agenda é fraca em termos de indicadores, sobressaindo-se a pesquisa industrial de emprego e salário do IBGE (9 horas) relativa a janeiro.

Gol reverte prejuízo e lucra R$ 397,8 milhões no 4º tri - A Gol Linhas Aéreas registrou lucro líquido consolidado de R$ 397,8 milhões no quarto trimestre de 2009,
revertendo o prejuízo de R$ 541,6 milhões anotado em igual período de 2008. No terceiro trimestre de 2009, a companhia aérea apurou um ganho líquido de R$ 77,9 milhões.

OGX: Lucro cai 97% em 2009, para R$ 10,829 mi - A OGX, braço do setor de petróleo do grupo de Eike Batista, registrou lucro líquido consolidado de R$ 10,829 milhões no exercício de 2009, mostrando queda de 97% sobre o obtido em 2008. A queda do lucro decorre de um resultado financeiro de R$ 264,4 milhões, despesas de exploração de R$ 97,9 milhões, despesas gerais e administrativas de R$ 118,0 milhões e Imposto de Renda e Contribuição Social de R$ 37,6 milhões. Segundo a empresa, o principal motivo da redução do lucro líquido do exercício de 2009 foi o aumento das despesas financeiras para R$ 608,4 milhões contra R$ 37,1 milhões em 2008.

Eletropaulo: lucro no 4º trimestre recua 1,1%, para R$ 525 mi - A AES Eletropaulo registrou lucro líquido de R$ 525,6 milhões no quarto trimestre, queda de 1,1% em relação aos R$ 531,3 milhões de igual período do ano anterior, refletindo os impactos negativos de maior despesa com a Fundação Cesp. No acumulado do ano de 2009, o lucro foi de R$ 1,063 bilhão, alta de 3,5% sobre 2008.

Cetip: lucro líquido cresce 62,5% para R$ 66,605 milhões em 2009 - A Cetip - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos registrou em 2009 lucro líquido de R$ 66,605 milhões, alta de 62,5% sobre os R$ 40,966 milhões em 2008, segundo o demonstrativo de resultados do exercício de 2009 em comparação ao período de 29 de janeiro a 31 de dezembro de 2008. Já no critério ajustado, o lucro líquido foi de R$ 110,5 milhões, um crescimento de 42,5% sobre os R$ 77,5 milhões de 2008.

Exterior aguarda dados dos EUA, mas segue de olho na China

Futuros de NY e bolsas europeias ensaiam alta - Os investidores estão determinados em renovar as máximas do ano do mercado acionário norte-americano e puxam para cima os índices futuros de Nova York. Ontem, o Dow Jones subiu 0,42%, para 10.611,84 pontos, o melhor nível de fechamento desde 19 de janeiro, enquanto o Nasdaq registrou o melhor fechamento desde 28 de agosto de 2008 e o S&P-500 foi ao nível mais alto desde 1º de outubro de 2008. Na Europa, as bolsas exibem ganhos, puxadas pelas montadoras e bancos, apesar da pressão vinda das farmacêuticas. Há pouco, Volkswagen subia 4,3% e Royal Bank of Scotland avançava 3,8%. Em contrapartida, Roche perdia 1,5%, após anunciar resultados abaixo do esperado com medicamentos contra o câncer de próstata. Às 8h59, o futuro do S&P 500 subia 0,25% e o futuro do Nasdaq ganhava 0,13%. A Bolsa de Londres tinha alta de 0,36%, Paris avançava 0,54% e Frankfurt tinha +0,67%.

Produção industrial da zona do euro tem alta recorde em janeiro - A produção industrial na zona do euro subiu 1,7% em janeiro, ante dezembro, no mais forte aumento mensal registrado desde o início da série, em 1990. O avanço foi impulsionado pela produção de energia, que teve aumento de 2,6%, na mesma base de comparação, provavelmente refletindo as duras condições do inverno no Hemisfério Norte. Economistas esperavam aumento de 0,7%. Em comparação com janeiro do ano passado, a produção cresceu 1,4%, no primeiro aumento anual desde abril de 2008.

Euro e libra seguem em recuperação - O aparente esfriamento das preocupações com a situação fiscal na Grécia e em alguns outros países europeus renova o fôlego de alta das euromoedas. À espera de novos desdobramentos e, por enquanto, sem novidades sobre uma solução para as problemáticas finanças públicas na Europa, o euro recupera o nível de US$ 1,37 e a libra esterlina era negociada acima de US$ 1,51. Às 8h35 , a moeda única europeia subia a US$ 1,3769, de US$ 1,3679 no fim da tarde de ontem em Nova York. A libra esterlina ampliava a alta para US$ 1,5135, de US$ 1,5063 na véspera. O euro, porém, caía ante o franco suíço, com os operadores testando quando o Banco Nacional da Suíça (SNB) resolverá intervir no mercado. A moeda única europeia caiu ao menor nível em um mês ante a moeda suíça, a 1,4590 franco, com o mercado mensurando até que ponto o SNB vai permitir a valorização da moeda local antes de intervir.

Yuan bate maior nível do ano ante o dólar - O yuan subiu ao maior nível ante o dólar em 2010, nas negociações na Ásia, em meio a especulações sobre o início de aperto monetário na China e de liberação de apreciação da moeda chinesa, após o fim do Congresso Nacional do Povo, neste domingo. No balcão, o dólar fechou cotado a 6,8255 yuans, de 6,8266 yuans ontem. No intraday, a moeda norte-americana chegou a valer 6,8253 yuans, no menor nível desde 30 de dezembro de 2008. O vice-governador do Banco do Povo da China, Su Ning, criticou hoje a sugestão do presidente dos EUA, Barack Obama, para que a China tenha uma taxa de câmbio mais orientada pelo mercado. "Nós não concordamos com a politização da questão sobre a taxa de câmbio", disse Su Ning, que acrescentou: "Também não concordamos com um país que, tendo seus próprios problemas, queira que um outro país os resolva".

Petróleo mantém-se acima de US$ 82, mas mira China - O petróleo era negociado acima de US$ 82,00 por barril em Nova York, apesar das apreensões com a política econômica na China. "Cresce o receio de que a autoridade monetária chinesa iniciará um aperto monetário em breve, o que pode restringir a força das commodities", diz o operador da MF Global, Edward Meir. Ele lembra, no entanto, que a base de comparação anual é muito baixa e Pequim deve aguardar alguns meses antes de tomar medidas mais agressivas. Às 8h08, o WTI para abril subia 0,52%, a US$ 82,54 por barril.

AIE eleva previsão de demanda global por petróleo - A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou sua previsão de demanda global por petróleo, citando o forte crescimento econômico da China e de emergentes. A instituição revisou em 70 mil barris de petróleo por dia a projeção de demanda pela commodity em 2010. A demanda global por petróleo deve subir em 1,6 milhão de barris por dia, ou 1,8% em base anual, para 86,6 milhões de barris por dia neste ano. A AIE afirmou ainda que depois de cinco trimestres seguidos de declínio, a demanda global por petróleo voltou a crescer, nos últimos três meses de 2009, em base anual.

Bolsa de Tóquio sobe e da Ásia cai; Xangai cede 1,2% - A Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,8%, com os investidores estrangeiros comprando ações japonesas diante da expectativa de que o Banco do Japão adote medidas de flexibilização da política monetária. Nos demais mercados da Ásia, a maioria dos mercados encerrou no campo negativo. As expectativas da adoção de medidas de aperto monetário por parte da China dominaram o cenário nas bolsas da região. Foi o caso da Bolsa de Hong Kong,que teve leve baixa de 0,1%. Na semana, o índice acumulou alta de 2%. Já as Bolsas da China apresentaram pesadas perdas, lideradas pelas ações de imobiliárias e bancos. O índice Xangai Composto perdeu 1,2% hoje e 0,6% na semana. A Bolsa de Sydney fechou praticamente estável (+0,1%), com a relutância dos investidores em assumir posições compradas.

Produção industrial na Índia cresce menos que o previsto - A produção industrial da Índia cresceu 16,7% em janeiro, em base anual, mas o ritmo foi inferior ao de dezembro, que apontou aumento de 17,6%, segundo dado revisado. O resultado também foi menor do que a estimativa dos economistas, que esperavam alta de 17,0% na produção. O resultado foi impulsionado pelos setores automobilístico e de cimento e elevou a possibilidade de um aumento nas taxas de juros pelo banco central indiano na próxima reunião, em abril. Após o dado, o índice Sensex, da Bolsa da Índia, oscilava em leve baixa de 0,1%.

Obama pretende nomear Yellen como vice do Fed - O presidente norte-americano, Barack Obama, planeja nomear Janet Yellen como vice-presidente do Federal Reserve, informa o Wall Street Journal, citando uma fonte familiarizada com o assunto. Yellen, que é presidente do Fed de São Francisco desde 2004, é uma das integrantes mais "dovish" dentre as 12 unidades distritais do Fed e tem dado forte apoio à condução de política monetária de Ben Bernanke. Yellen substituiria Donald Kohn, cujo mandato expira em junho.

Apple começa a receber encomendas online do iPad - Os consumidores ansiosos em comprar o mais novo lançamento da Apple, o iPad, podem fazer seu pedido online a partir de hoje. O novo aparelho só estará disponível para venda nas lojas no início de abril. O iPad, em versões com preços entre US$ 499 e US$ 829, possui uma tela de 9,7 polegadas, sem teclado e conexão sem fio com a internet. Trata-se de um equipamento para navegação na internet, leitura de livros eletrônico e execução de aplicativos criados por companhias parceiras da Apple, como o New York Times.

Juros dispararam ontem com PIB e surpresa com varejo; Bolsa caiu 0,14%. Apostas de alta da Selic na semana que vem ganharam força - Os números robustos das vendas no varejo em janeiro, acima das expectativas, desencadearam forte movimento de redução de posições vendidas em juros e as taxas subiram com força nesta quinta-feira. Os dados do PIB vieram em linha com o esperado e o avanço de 2% no último trimestre de 2009 na margem foi lido como um sinal claro da herança positiva para o desempenho neste início de 2010. Ao mesmo tempo, o resultado trimestral levantou o debate sobre se a economia já não estaria crescendo acima do seu potencial, o que pode deteriorar ainda mais as condições inflacionárias. Na curva a termo, as apostas para o início do ajuste de alta da Selic em março ganharam mais força, mas o mercado ainda está bastante dividido sobre qual deve ser a decisão do Copom na próxima semana. O DI abril de 2010, o primeiro a vencer após a decisão do Copom sobre a Selic na semana que vem, encerrou na máxima de 8,82%, de 8,77% no ajuste de quarta-feira; o DI janeiro de 2011 terminou a 10,52%, ante 10,46% na véspera; o DI julho de 2010 avançou de 9,29% para 9,35%. O DI janeiro de 2012 disparou a 11,67%, de 11,58% na quarta-feira.

(Equipe AE)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Painel 11/03

PETROBRAS ANUNCIA DESCOBERTA DE PETRÓLEO NA COLÔMBIA

São Paulo, 11 - A Petrobras anunciou há pouco a descoberta de petróleo no bloco exploratório Balay, localizado na Colômbia. A subsidiária da petroleira no país é a Petrobras Colombia Limited, que tem 45% de participação no projeto.

A descoberta foi realizada através da perfuração do poço pioneiro Balay-1, localizado em terra, na Bacia dos Llanos, Departamento de Casanare, informa o comunicado da Petrobras. A perfuração chegou a uma profundidade final de 4.652 metros.

Segundo a petroleira, as operações de teste de formação na Colômbia comprovaram a existência de óleo, com cerca de 28º graus API, em vazões iniciais de 1.314 barris de petróleo por dia. "As operações de teste continuam para avaliar o potencial da descoberta", informa a petroleira.

O projeto na Colômbia é desenvolvido em parceria com a Cepcolsa (30%), Sorgenia E&P Colombia B.V. (10%) e Petroamerica Oil Corp (15%). (Equipe AE)

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BOLSA: RECEIO DE ALTA DE JURO/CHINA DEVE SE SOBREPOR A DADOS/BRASIL

São Paulo, 11 - A aceleração da inflação na China combinada com a atividade mais aquecida alimenta o receio de aumento de juro, o que poderia provocar um esfriamento da demanda por matéria-prima. É isso que está por trás da queda das bolsas e da commodities no exterior, acentuada há pouco com os dados piores de auxílio-desemprego nos EUA piores do que o projetado. E a Bovespa, que vem de dois pregões de fortes ganhos e volume financeiro robusto, mostra disposição para realizar lucros. O Ibovespa cedia 0,50% há pouco.

A retração de 0,20% do PIB brasileiro de 2009 veio dentro do esperado e não deve fazer preço na Bovespa. No quarto trimestre, o PIB do Brasil cresceu 2% ante o terceiro trimestre, também em linha com as estimativas. A surpresa da manhã no mercado financeiro doméstico é o crescimento forte das vendas no varejo em janeiro, de 2,7% ante dezembro, superando o teto das projeções dos analistas ouvidos pela AE, de avanço de 2%. Na comparação com o mesmo mês de 2009, as vendas do varejo aumentaram 10,40% em janeiro, segundo o IBGE. Aumento surpreendente das vendas no varejo em janeiro está favorecendo a migração das apostas de elevação da Selic na
reunião do Copom da semana que vem, dia 17.

O dado de vendas no varejo pode impactar positivamente os preços dos papéis de empresas ligados principalmente a consumo. A expansão maior do o previsto das vendas no varejo está favorecendo a migração das apostas de elevação da Selic na reunião do Copom da semana que vem, dia 17, e isso pode vir a ter algum efeito nas ações do setor bancário.

No entanto, esse dado doméstico pode ser eclipsado pelo sentimento negativo no exterior, após os dados chineses terem renovado os temores de aperto monetário em breve.

Na Bovespa, as ações da Vale devem sofrer hoje não apenas o efeito das commodities pressionadas, mas também o da notícia de que abandonou as negociações com a China sobre o preço de referência anual para o minério de ferro, segundo o jornal chinês National Business Daily.

Assim, o spread entre as ações de Vale e Petrobras tende a aumentar nesta quinta-feira. No caso de Petrobras, com a aprovação ontem à noite pela Câmara da proposta de divisão igualitária entre Estados e municípios dos recursos provenientes da cobrança de royalties na exploração do pré-sal, "foi removido mais um empecilho na direção de fechar um projeto bem definido para o pré-sal", destacou uma fonte. Apesar da ameaça de veto pelo presidente Lula, a emenda foi aprovada por 369 votos a favor, 72 contra e duas abstenções. Os quatro projetos que definem o novo marco regulatório serão agora analisados pelo Senado. (Sueli Campo)